A técnica não existe

– Não tente entortar a colher, isso é impossível. Em vez disso, tente apenas perceber a verdade: a colher não existe. Aí você vai ver que não é a colher que entorta. É você.

Matrix

Quem já leu Prática Perfeita, o e-book do Samurai Guitar (que aliás você pode baixar aqui), sabe da enorme admiração que eu tenho pelos grandes pianistas, em especial por seu assombroso domínio técnico – quase sempre em perfeita harmonia com a expressividade. E é justamente um grande nome do piano (!), a incrível Maria João Pires, quem dá esta que é uma das lições mais bonitas e importantes do Samurai Guitar.

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Tendinite, Falta de Prazer ao Tocar e Esforço Técnico Excessivo

“Não é o quanto ‘queremos’ ou ‘tentamos’ algo, mas o modo como nossa energia é direcionada, que fará o ‘querer’ ou ‘tentar’ efetivo.”

F. M. Alexander

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Em minha experiência como estudante e instrutor de guitarra, posso afirmar que provavelmente a falta de prazer ao praticar e a tensão muscular excessiva — a qual não raro acaba levando ao desenvolvimento de tendinites — são alguns dos maiores problemas que a grande maioria dos guitarristas enfrenta ou ainda enfrentará em sua caminhada.

Pensando nisso, pedi à professora Eleni Vosniadou que dividisse conosco um pouco do seu conhecimento. A prof. Eleni é especialista em ensinar o uso correto do próprio corpo para músicos através da miraculosa Técnica Alexander, e, nesse material que criou para o Samurai Guitar, ela nos fala sobre o conceito de corpo integrado, a chave para solucionar todos esses grandes problemas que citei.

Para quem ainda não conhece (espanque-se!), a Técnica Alexander é, grosso modo, um meio para recuperarmos a unidade entre corpo e mente. Ela nos revela hábitos inconscientes de movimentação que dificultam nosso desempenho em tarefas do cotidiano, bem como oferece ferramentas para substituirmos esses hábitos nocivos por outros, mais eficientes e saudáveis.

O impacto do método sobre a qualidade da performance musical é tão grande que, há anos, a técnica é parte do currículo obrigatório dos dois maiores conservatórios de música do planeta, a Juilliard (Nova York) e a Royal College of Music (Londres), responsáveis pela formação dos mais prestigiados concertistas do mundo.

Por isso, você precisa se inscrever nos canais da Eleni (aqui e aqui) e conhecer o curso dela, o Consciência Corporal Para Músicos, onde ela aprofunda esses e muitos outros conceitos, além de acompanhar individualmente cada um dos participantes. Essa é uma oportunidade única para os músicos brasileiros. Simplesmente imperdível.

 

O mínimo que você precisa saber para não ser um guitarrista idiota (Vitor Karyello)

Perguntas Realizadas/Assuntos Abordados

01:19 Quais são as características que você reconhece nos mestres e como você procura desenvolver essas características em você mesmo?

03:00 A parte técnica (física) seria secundária às partes intelectual e emocional da música?

07:20 Você falou que a habilidade mais importante para o músico é a de transmitir o que pensa e sente. Existe algum método ou prática que tem te ajudado a desenvolver essa habilidade? Continuar lendo

Entrevista Marcos de Ros – Parte 3

Parte 3

Perguntas Realizadas

(00:46) Eu consigo tocar uma frase difícil com precisão depois de repeti-la diversas vezes, mas essa é uma opção que não está disponível ao vivo, quando só temos “um take“. Como você treina as frases mais complexas para que elas saiam de primeira na performance? Continuar lendo

Entrevista Marcos de Ros – Parte 2

Parte 2

Perguntas Realizadas

(00:25) Falando em repertório clássico, quais são os teus períodos e compositores prediletos?
(04:23) Mais sobre o Peças de Bravura: esse disco tem diversas peças com influência de música brasileira. Sendo um músico acostumado a tocar música erudita e metal, quais foram as dificuldades que você encontrou para tocar esse tipo de repertório? E como você estudava esses estilos?
(10:15) Como tu estrutura as tuas práticas hoje? Continuar lendo

Entrevista com Marcos de Ros – Parte 1

Parte 1

Perguntas Realizadas

(01:30) O que é a Maestria?
(02:10) Os grandes mestres atingiram um nível qualitativamente diferenciado. Você saberia dizer o que é essa qualidade diferenciada que eles atingiram? Quais são as Continuar lendo

Segredos Amorosos Marcianos 7: Para Encerrar… (Steve Vai)

(Parte 7 de 7, originalmente publicada em agosto de 1989 na revista Guitar Player norte-americana.)

Se você estiver seguindo estes artigos, você provavelmente observou que meu método não é nada ortodoxo. Acredito que você pode encontrar informações técnicas sobre música e performance em inúmeras publicações. Espero que o que eu disse tenha inspirado você a mergulhar na sua imaginação, no seu coração e na sua alma. Se algum destes artigos lhe inspirar a criar um som original ou pessoal no seu instrumento, terá sido um sucesso para mim. Tudo se resume a você e sua atitude. Continuar lendo

Segredos Amorosos Marcianos 6: Imagens Mentais (Steve Vai)

(Parte 6 de 7, originalmente publicado em julho de 1989 na revista Guitar Player norte-americana.)

Às vezes tocamos coisas que surgem do nada e não sabemos por quê. Eu acredito que seja inspiração divina. Podemos apenas ver essas coisas de maneira superficial; porém, em vez disso, vamos tentar fixar algumas “imagens” nesses flertes com o divino.

Pegue seu instrumento e toque um acorde. Tente inventar um acorde que você nunca Continuar lendo

Segredos Amorosos Marcianos 5: O Físico, Parte 2 (Steve Vai)

(Parte 5 de 7, originalmente publicado em junho de 1989 na revista Guitar Player norte-americana.)

A música evoca certas emoções nas pessoas. Uma melodia familiar pode lembrá-lo de períodos inteiros em sua vida. Quando eu escuto “Led Zeppelin II”, “Are you Experienced?”, do Jimi Hendrix, ou mesmo alguma canção antiga da Motown, a música leva minha consciência de volta a um momento em minha vida quando essa música era popular. Quando experimentamos esse fenômeno, podemos nos sentir novamente da mesma maneira que nos sentimos no momento mais inesquecível em que ouvimos a música. Continuar lendo

Entrevista/Bate-papo com Michel Leme pt. 3

Parte 3

Perguntas Realizadas / Assuntos Abordados

1 – Você estava falando de criar música improvisada interagindo com outros músicos. O sucesso dessa fórmula depende muito das pessoas envolvidas. Quais dicas você poderia dar para os estudantes deixarem o ego de lado e tocarem para a música, e não para si mesmos? (01:00) Continuar lendo