Modos Gregos – Do Modo Certo [1]

Os modos gregos são sempre um dos assuntos mais solicitados aqui no Samurai Guitar (e no mundo da guitarra em geral, na verdade). Esse tema pode ser muito enriquecedor, porque cada modo tem um caráter muito próprio e expressa um tipo de sentimento ou “clima” específico, dando ao músico uma excelente paleta de cores para ele pintar seus quadros musicais.

Por outro lado, da maneira como esse assunto geralmente é ensinado no universo da guitarra, é muito fácil se alienar na mera decoreba de diagramas de shapes e ficar apenas subindo e descendo escalas de modo burro e aprisionador, em vez de libertador.

Este post aqui não vai ensinar cada um dos modos gregos ou explicar como eles são construídos (você pode conferir isso neste excelente material do blog Aprenda Guitarra, por exemplo). A proposta deste artigo é dar a você uma nova ferramenta para aprofundar sua relação com os modos. Assim, para tirar o máximo de proveito deste conteúdo, você já deve estar familiarizado com a estrutura dos modos:

tabela-modos

Ao contrário do que é geralmente espalhado por aí, o modo não é simplesmente um determinado shape de escala referente à posição do dedo indicador na sexta corda com relação à tônica. Falando de maneira simples, os diferentes modos gregos, assim como todas as diferentes escalas musicais, são maneiras diferentes de se preencher uma oitava. Por isso, uma boa ideia para nós é treiná-los por oitava, sempre ouvindo com atenção para assimilar como a oitava em questão soa com cada um deles.

Isso é de fundamental importância. O pessoal costuma treinar os modos (e escalas em geral) mais com os olhos do que com os ouvidos — o que é um erro grave. Precisamos criar um vínculo no nosso cérebro entre cada modo grego e sua sonoridade, ou seja, seu caráter, seu espírito, enfim, o sentimento que ele expressa (independentemente de como interpretamos isso). Praticar os modos por apenas uma oitava, ouvindo cada nota com atenção, nos permite atingir esse objetivo.

Guitarristicamente, para que a gente consiga tocar qualquer modo grego em qualquer região do braço a partir de qualquer corda, uma excelente prática é fazer esse mesmo exercício, mas começando com todo e cada um dos dedos possíveis. Esse treino vai nos dar a habilidade de iniciar qualquer um dos modos, a partir de qualquer ponto, e isso é muito estratégico se quisermos ter a capacidade de responder eficaz e imediatamente a qualquer ideia musical que nos ocorra. De quebra, acabamos treinando, por tabela, todos os shapes existentes — mas de uma maneira mais inteligente e, sobretudo, musical, criando um vínculo entre cada sonoridade e todas as suas possíveis digitações no braço da guitarra.

Como mostrado nos exemplos do vídeo (10’50”), as oitavas de Do lídio (C D E F# G A B C) ficam assim:

do-13do-17do-8do-3do-5

É claro que você deve fazer esse exercício com os sete modos e a partir de todas as doze notas. Também é importante destacar que você pode (e deve!) treinar esses modos de maneira melódica, improvisando melodias e experimentando com as escalas, em vez de apenas subir e descer pela sequência de notas.

Um pensamento sobre “Modos Gregos – Do Modo Certo [1]

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