Os 10 maiores guitarristas brasileiros da história

“O Brasil é um país onde ninguém sabe quem foi seu avô”, já disse alguém. E uma coisa que sabemos é que o povo que não conhece sua história tende a se dar mal no final… ou sofrer feito um condenado para (re)descobrir a roda. Pensando nisso, decidi criar uma lista daqueles nomes que todo guitarrista brasileiro que se preze tem a obrigação de conhecer, apesar de muitos deles serem, hoje, completos desconhecidos para as gerações mais novas. Isso, na verdade, é apenas mais um motivo pelo qual esta lista é tão importante.

Antes de você ler o top 10, quero avisar logo de saída que esta não é uma lista de quem toca melhor, quem é mais rápido ou mais virtuoso, etc. Se fosse assim, acabaríamos caindo naqueles mesmos nomes manjados de sempre e já conhecidos de todo mundo, de modo que este material não teria razão de ser. O critério adotado aqui é o peso histórico que os caras tiveram na difusão da guitarra elétrica no Brasil e sua contribuição para disseminar a guitarra brasileira para o resto do mundo.

10 Mozart Mello

Sem dúvida alguma o professor de guitarra mais famoso do Brasil, Mozart já deu aula para muitos dos maiores guitarristas brasileiros da atualidade, incluindo Kiko Loureiro e o jedi Edu Ardanuy. Começou a dar aula numa época em que a informação era escassa e não havia material, método nem nenhum recurso pedagógico. Mozart Mello ajudou a construir tudo isso e a tornar serio o ensino da guitarra no Brasil. Se você é um estudante dedicado, eu aposto minha palheta illuminatti que você tem pelo menos uma apostila dele na sua biblioteca.

9 Pepeu Gomes

Historicamente considerado um dos maiores guitas brasileiros de todos os tempos, foi membro do seminal grupo Novos Baianos, com o qual gravou o álbum Acabou Chorare, considerado pela Rolling Stone o maior disco brasileiro de toda a história. Além disso, foi eleito em 1988 pela revista Guitar World um dos dez maiores guitarristas do mundo na categoria world music.

8 Ivson Wanderley, o Ivinho

O guitarrista da banda pernambucana Ave Sangria, infelizmente, não recebe o reconhecimento merecido. Se o Brasil fosse um país serio, ele estaria ao lado de Sérgio Dias e Lanny Gordin no panteon dos maiores da nossa história. Para vocês terem uma ideia do peso da contribuição do cara para a guitarra tupiniquim, ele foi o primeiro brasileiro em carreira solo a tocar no festival de jazz de Montreux, na Suíça, em 1978. Apesar de pouco conhecido das gerações mais novas, Ivinho tinha um talento ímpar, que misturava musica regional, jazz e psicodelismo.

7 Toninho Horta

Com certeza um dos maiores guitarristas brasileiros de todos os tempos, Toinho Horta foi considerado na antologia Progressions – 100 years of jazz guitar, um dos guitarristas mais influentes do mundo do jazz em todo o século xx (ou seja, no século do jazz!!). Também foi considerado pela Melody Maker, no final da década de 1970, como o quinto maior guitarrista do mundo. Seu trabalho mais famoso talvez tenha sido sua participação no disco Clube da esquina, um dos mais importantes da MPB, mas o cara também tocou ao lado de vários outros gigantes da música brasileira e internacional, incluindo Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Elis Regina, Wayne Shorter, Herbie Hanckok, George Benson e Pat Matheney.

6 Heraldo do Monte

Heraldo do Monte gravou seu nome para sempre na história da música instrumental brasileira. Considerado o melhor guitarrista do mundo por ninguém mais ninguém menos que Joe Pass, Heraldo já gravou com vários dos maiores nomes da música brasileira, incluindo Edu Lobo, Elis Regina e Hermeto Pascoal, com o qual dividiu os palcos do inacreditável Quarteto Novo, que misturava de forma genial elementos do bebop e da música brasileira e nordestina.

5 Lanny Gordin

Esse é mais um daqueles nomes que não recebem o devido reconhecimento no mundo guitarrístico brasileiro atual. Dono de um estilo completamente único, que vai do rock progressivo e psicodelico à MPB, Lanny gravou alguns dos discos mais importantes da história da nossa música, incluindo Fatal, da Gal Costa, Expresso 2222, do Gilberto Gil, e o inacreditável Brazilian Octopus, com Hermeto Pascoal.

4 Kiko Loureiro

Representando aqui todos os virtuoses cabeludos do som pesado, é sem dúvida um dos maiores nomes da guitarra tupiniquim, não só aqui como no mundo todo. Misturando sonoridades brasileiras com metal e muito virtuosismo, Kiko é dono de uma das mais sólidas e bem-sucedidas carreiras da guitarra brasileira, tendo sido chamado por Dave Mustaine para assumir no Megadeth o posto que já foi do legendário Marty Friedman.

3 Egberto Gismonti

Apesar de tecnicamente não ser um guitarrista, é impossível não citar o Egberto nessa lista, devido a sua grande contribuição e influência no cenário guitarrístico. Sua música mistura bossa nova, jazz, musica erudita e muito experimentalismo, e o multi-instrumentista famoso por usar seu violão com mais cordas que uma harpa é dono de uma discografia vastíssima. Egberto já teve até uma de suas composições gravadas pelos gigantes John MacLaughlin, Paco de Lucia e Al di Meola, no célebre Friday night in San Franscisco.

2 Sérgio Dias

O guitarrista e líder da maior banda brasileira de todos os tempos, Os Mutantes, faz um som totalmente original e inventivo, misturando caos, psicodelia e rock progressivo com música erudita, samba e muito humor. Sérgio Dias e Os Mutantes foram responsáveis por várias inovações técnicas e sonoras que até então nunca tinham sido usadas na indústria fonográfica brasileira e até mesmo mundial, incluindo a criação de instrumentos e equipamentos. Definitivamente um dos maiores expoentes da guitarra nacional.

1 Chimbinha

A lenda viva. O Mito. O Chuck Norris da guitarra brasileira. O incontestável.

Ele já duelou e venceu os maiores nomes da guitarra internacional de todos os estilos, incluindo o encapetado todo-poderoso Steve Vai. Além disso, após ter deixado o saudoso Calypso, o maior mestre jedi da guitarra tupiniquim agraciou com sua participação brilhante algumas das mais bem-sucedidas bandas da música internacional. Sem dúvida alguma o maior herói das seis cordas do universo. Chora, Hendrix!

 

 

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